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Xutos & Pontapés

SOBRE

Mais de 3 décadas depois do arranque, os Xutos & Pontapés são o emblema do que significa rock & roll em português, por portugueses, para portugueses. Donos de um acervo de clássicos que faria muitas bandas roerem-se de inveja.
Mais de 3 décadas depois do arranque, os Xutos & Pontapés são o emblema do que significa rock & roll em português, por portugueses, para portugueses. Donos de um acervo de clássicos que faria muitas bandas roerem-se de inveja. Verdadeiros “animais de palco” que vivem para a festa dos concertos que cimentam a sua ligação indestrutível com um público sempre presente à chamada, braços cruzados em X a celebrar a maior longevidade de uma carreira rock neste cantinho à beira-mar plantado. Duas guitarras a abrir, uma bateria a bombar, o baixo a marcar a pulsação, 1-2-3-4, três acordes básicos e a correria desenfreada do cavalo à solta.
Há 37 anos que é assim e vai continuar a sê-lo enquanto Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui continuarem a acreditar na força do rock’n’roll, na energia de estar em palco e a partilhar estas canções com o público que fez delas, hinos. Os Xutos continuam a ser a locomotiva rock’n’roll que arrasta multidões. Gerações inteiras, pais e filhos, juntos a celebrarem canções que já fazem parte da nossa história. Da nossa vida.
Por tudo isto, 37 anos de Xutos — que se comemoraram a 13 de Janeiro — é obra!
E é obra que continuará a ser marcada com a festa que 36 anos a correr “de Bragança a Lisboa” merecem!
1977-1978
Em viagem pela Europa, Zé Pedro e Kalú vão ao festival punk de Mont-de-Marsan, em França. Vão cada um para seu lado e ainda não se conhecem, mas ficam com o “bichinho”.
De regresso a Portugal Zé Pedro conhece os Faíscas, cede-lhes a garagem dos pais para a sala de ensaios e é nomeado manager oficial.
É nessa garagem que começa a germinar a semente. Zé Pedro, Zé Leonel e Paulo Borges chamam-se Delirium Tremens, fazem audição ao Kalú, mudam de nome para Xutos & Pontapés depois de Beijinhos & Parabéns não ter sido aprovado. Borges não aquece o lugar e chega Tim para completar o quarteto inicial.
Em Dezembro têm o primeiro ensaio oficial na Senófila.
1979
A 13 de Janeiro, os Xutos & Pontapés Rock’n’Roll Band fazem a sua estreia de palco nos Alunos de Apolo, na festa comemorativa dos 25 anos do rock’n’roll, num cartaz que também inclui os Faíscas. Tocam quatro temas às três da manhã: é o primeiro passo de décadas de carreira.
1980
Abrem para Wilko Johnson no Pavilhão do Belenenses. Ao longo do ano, vão acumulando concertos ao vivo e tarimba de palco e gravam a sua primeira maqueta, sem largarem os “empregos oficiais”: Zé Leonel trabalha na Companhia dos Telefones, Kalú trabalha na fábrica do pai no Montijo, Tim cursa Agronomia, Zé Pedro escreve sobre música no Diário de Lisboa.
1981
Francis junta-se ao “gang”, pouco antes de Zé Leonel sair. Tim acumula o baixo com o microfone e o quarteto continua a dar concertos. No final do ano, assinam o almejado contrato de gravação com a Rotação, selo gerido pelo radialista António Sérgio, e editam o primeiro single, “Sémen”.
1982
O novo ano começa da melhor maneira: “Sémen” é um êxito nas tabelas de preferências dos ouvintes de rádio. Depois de um segundo single, “Toca e Foge”, lançam o primeiro álbum, “1978-1982”, que é bem recebido pela crítica. Mas estávamos a entrar na ressaca do “boom” do rock português; o disco não vende como se esperaria e a Rotação fecha no fim do Verão.
Sempre continuando a tocar ao vivo, gravam o indicativo do programa “Som da Frente”.
1983
Os Xutos estão em “travessia do deserto”, coincidindo com o desinteresse de um mercado saturado de rock. Francis sai e Tim, Zé Pedro e Kalú entram em “fuga para a frente”, empenhando-se no circuito de concertos, tocando quase todas as noites, afinando o reportório e criando uma legião de seguidores que cresce a cada novo concerto. No final do ano, João Cabeleira troca os Vodka Laranja pelos Xutos e a formação do grupo fica cristalizada.
1984
Fazem o primeiro dos seus lendários concertos de aniversário no Rock Rendez-Vous, com os Urb e os GNR em primeira parte. Os Xutos arrastam multidões aos concertos mas as editoras teimam em não arriscar e a independente Fundação Atlântica, gerida por Pedro Ayres Magalhães, Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho, edita um single pontual com o hino “Remar Remar”. O ano termina com a entrada para o grupo do saxofonista Gui.
1985
Passam a maior parte do ano em conversações com a EMI para um contrato que nunca se concretiza, apesar dos Xutos serem agora, oficialmente, “a” banda rock de palco portuguesa. Frustrados com a inexistência de discos no mercado e as dificuldades de negociação, decidem fazer “prova de vida” gravando em tempo recorde o mini-álbum “Cerco”, lançado independentemente pela “Dansa do Som”, braço editorial do Rock Rendez-Vous. Os concertos de lançamento, na sala da Rua de Beneficência em Lisboa, batem os recordes de público do clube e o disco torna-se num documento de culto.
1986
Regravam “Barcos Gregos” e “Homem do Leme” para lançar em single e reconfortados pelo êxito da sua “prova de vida” em disco partem para a “prova de fogo”: dois concertos no Rock Rendez-Vous com vista à gravação de um disco ao vivo, registando, os Xutos no seu “habitat natural”, com duas salas esgotadas. O disco ao vivo acaba por não sair na altura (apenas verá a luz do dia em 2001), mas em contrapartida assinam finalmente o contrato discográfico que procuravam há muito, com a Polygram (hoje Universal).
1987
“A carga pronta e metida nos contentores” é a metáfora ideal do arranque dos Xutos para a montanha-russa do sucesso: “Circo de Feras”, terceiro longo e primeiro para a Polygram, é um êxito instantâneo de rádio, de crítica e de vendas, chegando até ao fim do ano a Disco de Ouro (20 mil cópias) com hinos como “Contentores”, “N’América” ou “Não Sou o Único”. A digressão de seis meses termina em Agosto com seis mil pessoas no pavilhão d’Os Belenenses. Pelo final do ano, o “7º Single”, que traz a versão da “Min

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RicardoAgency
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Mais de 3 décadas depois do arranque, os Xutos & Pontapés são o emblema do que significa rock & roll em português, por portugueses, para portugueses. Donos de um acervo de clássicos que faria muitas bandas roerem-se de inveja. Mais d
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